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SOTER

Congresso Internacional da SOTER 2015

O 28º Congresso Internacional da Sociedade de Teologia e Ciência da Religião – SOTER, que acontecerá em Belo Horizonte, no campus Coração Eucarístico da PUCMinas, do dia 14 a 17 de julho de 2015, ano em que a entidade comemora seu 30º aniversário, tratará da temática RELIGIÃO E ESPAÇO PÚBLICO: cenários contemporâneos.
Este congresso objetiva recolocar em pauta, para debate e reflexão, a situação atual da religião no espaço público e sua influência nos diversos setores da sociedade e da cultura. Para aprofundar a discussão, partirá de cenários atuais, a saber: as relações entre religião e política, os fundamentalismos nas grandes tradições religiosas e suas influências sócio-culturais, a pluralidade de crenças nas sociedades modernas, o movimento dos novos crentes e das novas opções religiosas, o fenômeno dos sem-religião, bem como o desafio dos Estados Democráticos de Direito que vivem o paradoxo de serem laicos e, ao mesmo tempo, garantirem a liberdade religiosa. Para abordar a temática propõem-se três eixos estruturantes … read more

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Reports from South American Theologians

Untitled-saReports from South American Theologians


Prof. Paolo Agostino
Pontifical University
Belo Horizonte, Brazil

Prof. Dr. Paulo C. Fernando
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, Brazil

Prof. Dr. Erico Joao Hammes
Pontificia Univ. Catolica do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, Brazil

Dr. Vitório Jaldemir
Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE)
Belo Horizonte, Brazil

Dr. Afonso Maria Ligorio Soares
Pontifícia Universidade Catolica de São Paulo
São Paulo, Brazil

Prof. Luiz Carlos Susin
Pontifical Catholic University of Rio Grande do Sul
Porto Alegre, Brazil

INSeCT – Apresentação Regional – Brasil

  1. Na última década, qual foi o desenvolvimento da Teologia em sua região ou país que você considera promissor? [In the last decade or so, what is one theological development in your region and/or country that you consider promising?]
  • A Teologia da Libertação – uma Teologia com rosto latino-americano

A Teologia da Libertação continua a ter plena validade na América Latina. Quando um teólogo latino-americano se pergunta por onde andará Deus nesse Continente, necessariamente, terá que investigar, primeiro, por onde andam os pobres nessas terras latinas. Portanto, a Teologia latino-americana tem os pés no seu próprio chão e, a partir dele, sonda os caminhos de Deus, seus sinais, seus rastros e seus rostos.

A decidida opção pelos mais fracos, pelos pobres, como lugares privilegiados da manifestação de Deus na história, funciona como pressuposto do método, que faz a Teologia entrar em diálogo profundo com o mundo e com as outras ciências, com preocupação libertadora. Por outro lado, a Teologia Latino-americana tem dado mostras de ter suficiente coragem para se desvencilhar das amarras da Teologia oficial ontologizada e perceber os sinais dos tempos, na diversidade cultural que a caracteriza. Nesse sentido, é uma teologia eminentemente hermenêutica da realidade e da ação pastoral (Ver, Julgar, Agir).

Método indutivo, multidisciplinaridade, círculo hermenêutico entre práxis e teoria, decidida opção pelos pobres são elementos de uma Teologia latino-americana apta para ser Teologia inculturada e provocadora de reais processos de libertação dos deserdados do nosso Continente. As diversas óticas e teologias contextuais continuam a ter nomes de referência no Brasil: feminista, índia, afro-brasileira, queer, e sobretudo ecoteologia a partir do nome de referência no Brasil, Leonardo Boff, mas também da influência de Jürgen Moltmann.

  • A Teologia Pública – uma nova oportunidade para a Teologia

Um viés promissor para a Teologia desponta com a chamada Teologia Pública. Eis dois desafios a serem enfrentados:

  • Pensar a confessionalidade no diálogo com a sociedade

A Teologia Pública parte das questões levantadas pela realidade, buscando oferecer contribuições para os impasses religiosos e de fé vividos na sociedade. Teólogos e teólogas das mais diferentes pertenças eclesiais se unem no intuito de pensarem juntos os caminhos de uma Teologia relevante no âmbito sócio-político-econômico-religioso. O diálogo permite-lhes elaborar uma reflexão teológica útil para quem deseja viver seu compromisso religioso com consistência e sentido, numa sociedade cada vez mais complexa e pluralista.

A Teologia Pública é marcada por dois fatores. (a) Seus temas não são dados, obrigatoriamente, pelo corpo eclesiástico ou mesmo pelas igrejas. Seus objetos de análises provêm das questões surgidas na dinâmica sociais e são captados e interpretados por teólogos e cientistas da religião, com a finalidade de fazer-lhes uma leitura teológica ou religiosa. (b) Por outro lado, a Teologia Pública não tem a função de ratificar os dogmas das tradições confessionais e dispensa a anuência de qualquer tradição teológica confessional. Ela se abre ao ecumenismo, ao diálogo com as múltiplas tradições religiosas e para as dinâmicas sociorreligiosas, donde resultam novas formas de espiritualidades, que tornam o quadro religioso brasileiro sempre mais complexo.

A Teologia da Libertação tem um papel importante no arranjo teórico dessa forma de Teologia Pública ampla e abrangente.

  • Teologia e Ciências da Religião – um equilíbrio a ser buscado

Tanto a Teologia quanto as Ciências da Religião têm como objeto de investigação o fenômeno religioso. A Teologia tem a tarefa de buscar a intelecção da fé para a comunidade de crentes. As Ciências da Religião, por sua vez, preocupam-se com o fenômeno religioso, enquanto tal, para lhe compreender as múltiplas expressões e o significado social e histórico. O mesmo fenômeno é observado sob ângulos distintos e com distintas metodologias.

É perceptível o crescimento do número de pesquisadores e estudantes da área das Ciências da Religião. Este fato suscita a discussão sobre o lugar da Teologia, que parece se tornar secundário.

O equilíbrio entre Teologia e Ciências da Religião tem mais chance de acontecer, na medida em que a Teologia produzida seja de caráter público, ao mesmo tempo em que as pesquisas em Ciências da Religião contribuam para o entendimento do fenômeno religioso e do seu valor no processo de formação cultural e ético das sociedades, bem como sua importância no processo de assimilação de diferentes aportes metodológicos na interpretação da realidade sociorreligiosa.

O atual momento eclesial, fruto dos últimos anos de “volta à grande disciplina”, obrigou os “teólogos orgânicos” das comunidades eclesiais a se tornarem mais pesquisadores acadêmicos, permanecendo algumas instituições na perseverança à assessoria eclesial, como o CEBI (Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos) e o CESEP (Centro Ecumênico de Serviço à Evangelização Popular).

Há uma grande multiplicação de cursos para leigos: paroquiais, diocesanos, regionais, de tendências diversas, desde cursos de teologia próprios dos movimentos eclesiais de espiritualidade até cursos populares que reúnem CEBs. Cursos acadêmicos seminarísticos tendem a seguir de perto o Catecismo e subsídios mais oficiais da Igreja.

  1. Segundo seu pensamento a respeito das décadas vindouras, o que você antevê como oportunidade significativa para o desenvolvimento da Teologia em sua região ou país? [As you think about the coming decades, what do you foresee as a significant opportunity for the development of theology in your region and/or country?]

O problema que se coloca é: para onde caminha a Teologia? Existem temas pendentes de serem aprofundados e melhor assimilados. Outros são temas recorrentes, à espera de serem retomados e atualizados. Outros dependerão de um sério discernimento da história, para se chegar a compreender sua presença latente e sua relevância.

  • Temas da Teologia, em geral

Pensando a Teologia, enquanto tal, é preciso:

  1. Passar de uma Teologia dogmática, doutrinal para uma Teologia hermenêutica, existencial e pastoral.
  2. Desenvolver uma Teologia do Espírito Santo e repensar a Trindade para corrigir o juridicismo e o cristomonismo ocidental e evitar o carismatismo superficial dos movimentos ligados a esta pessoa trinitária.
  3. Aprofundar os três níveis da cristologia: o Jesus histórico que conseguimos alcançar com os recursos da exegese moderna; o Jesus da Teologia narrativa das comunidades que nos deixaram os evangelhos e os outros textos do Novo Testamento; e o nível da interpretação de Jesus para os homens e as mulheres de hoje.
  4. Pensar uma eclesiologia que privilegie a categoria de Povo de Deus, com acento fundamental na igualdade batismal e na responsabilidade comum de todos os cristãos, superando os traços clericalistas e institucionais. E, a partir daí, pensar as necessidades atuais de participação do leigo, da mulher e dos marginalizados pelas estruturas religiosas.
  5. Enfrentar os problemas éticos da atualidade advindos da genética, da biotecnologia, da nova antropologia influenciada pela crescente manipulação do corpo humano pelas ciências. Nesse sentido, um panorama desafiador é o estado atual das ciências, desde a cosmologia até as neurociências, para uma confrontação teológica ao estilo da confrontação e do aprendizado em tempos de Darwin, de Marx e de Freud.
  6. Defrontar-se com a nova cultura midiática que afeta a totalidade da vida, a compreensão de ser humano, o mundo das relações, o enfraquecimento das relações primárias à luz das exigências do Cristianismo de transcendência, de espírito comunitário, de relação pessoal com Deus e com os demais.
  • Temas específicos da América Latina

Uma agenda teológica latino-americana, pensada em termos de Teologia Pública, exige que se incluam algumas questões incontornáveis. Entre elas:

  1. A situação dos empobrecidos e dos marginalizados continua escandalosa e questionadora da fé cristã. A Teologia, a partir do pobre, no sentido da clássica Teologia da Libertação não perdeu a atualidade, antes se fez ainda mais necessária e carece de ser valorizada.
  2. A problemática social, criada pela política econômica neoliberal, desafia a reflexão encarnada da fé cristã.
  3. As comunidades eclesiais de base e a leitura popular da Escritura, na linha dos círculos bíblicos, desafiam a elaboração de uma eclesiologia que repense os ministérios (ordenados e não ordenados), no interior da Igreja, e sua abertura ao mundo contemporâneo.
  4. A perspectiva do seguimento de Jesus deve ser a marca da cristologia do Jesus histórico, onde se privilegie sua opção pelos pobres, pecadores e marginalizados.
  5. O crescimento da consciência afro e indígena, a expansão das formas religiosas plurais, o presente fenômeno religioso, a valorização da ética secular pedem repensamento da Teologia do cristianismo, na perspectiva do diálogo inter-religioso e com os não-crentes.
  6. A nova configuração religiosa do Continente, com a expansão das denominações evangélicas neopentecostais, exige mudança na maneira de pensar a fé e as estruturas eclesiásticas, especialmente, as que tocam o contato próximo com o povo.
  7. Segundo seu pensamento a respeito das próximas décadas, o que você antevê como ameaça para o desenvolvimento da Teologia em sua região ou país? [As you think about the coming decades, what do you foresee as a significant threat to the development of theology in your region and/or country?]

No Brasil, com o reconhecimento oficial dos cursos de Teologia, em todos os níveis, o financiamento de projetos de pesquisa teológica tem resultado de convênios com instituições estatais, mais que eclesiásticas, como era nosso passado. Este fato tem importância, quando se trata de produzir Teologia para além dos esquemas dogmáticos e eclesiásticos, característicos da Teologia Pública e da Teologia da Libertação.

A prevalência dos recursos de agências governamentais tem incidência na produção teológica, pois não financiariam o que, de certo modo, não se enquadrasse em sua concepção de ciência e de cientificidade. Seria essa uma ameaça para a Teologia?    

***   ***   ***

Os teólogos e as teólogas são desafiados a fazer Teologia com extrema atenção à realidade, sem abrir mão do rigor científico e metodológico. E, por outro lado, a estarem atentos para evitar o academicismo e as teorizações inúteis. O diálogo com a sociedade lhes permitirá apontar saídas para os grandes impasses da humanidade. Tarefa ingente, da qual não poderão se furtar!

[Texto elaborado por Jaldemir Vitório com acréscimos de Luis Carlos Susin].

(up)


Dr. Isabel Corpas de Posada
de la Asociación Colombiana de Teólogas
Universidad de San Buenaventura
Bogotá, Colombia

Cuarenta años de teología hecho por mujeres colombianas: 1974-2014

En la última reunión de la Asociación Colombiana de Teólogas, acordamos con mis colegas que yo presentaría en este encuentro de INSeCT un balance del recorrido que hemos hecho las mujeres teólogas en estos cuarenta años. Y que lo haría en primera persona, testimonialmente, desde mi propia circunstancia de mujer nacida en un mundo patriarcal y de laica bautizada en una iglesia clerical. También como testigo de cambios profundos, como el paso de la exclusión de las mujeres en la vida pública a su irrupción en todos los ámbitos de la vida social y en busca de una identidad propia; de la eclesiología piramidal a la eclesiología de comunión; de la teología dogmática europea a las teologías latinoamericanas; de la teología androcéntrica a las teologías en perspectiva de género.

Además pertenezco a la generación de mujeres que pasamos del ámbito privado de la casa al espacio público, y a la primera generación de mujeres que tuvimos acceso al saber.

Hace cuarenta años las mujeres no estudiaban teología. No enseñaban teología. Tampoco, obviamente, escribían teología. Al fin y al cabo, la teología era quehacer de hombres de Iglesia. Pero no por otra razón, sino porque como el saber era patrimonio de los hombres, el saber teológico era, consiguientemente, exclusividad de los hombres de Iglesia, que estudiaban teología en los seminarios y facultades eclesiásticas como requisito para su ordenación “sacerdotal”, enseñaban teología a los seminaristas que se iban a ordenar y escribían teología que leían otros hombres de Iglesia.

Los cambios socioculturales del siglo XX nos permitieron a las mujeres estudiar teología, enseñar teología, escribir teología. Lo cual no ha sido fácil, pues la tradición patriarcal ciertamente no facilitaba el reconocimiento profesional de las mujeres en un escenario tradicionalmente eclesiástico y clerical.

En el proceso de incorporación de las mujeres al saber y al quehacer teológico, las primeras teólogas aceptaron –aceptamos– esquemas mentales, metodología, imaginarios, conceptualizaciones y temas de la teología tradicional. Luego se hizo necesario buscar nuevos caminos para la reflexión teológica desde nuestra propia experiencia de la realidad y nuestra propia experiencia de fe, así como nuevas formas de investigar y producir saber. La teoría de género permitió deconstruir los paradigmas que enmarcaban las relaciones de hombres y mujeres. Y la hermenéutica de la sospecha, propia de la teología de la liberación permitió cuestionar toda forma de discriminación y toda situación de opresión. Los trabajos de las colombianas que hicieron eco a estas corrientes, tenían, y siguen teniendo, voz teológica propia, como una forma alternativa de hacer teología, que no pretende competir o suplantar la teología hecha por los hombres, pero que devuelve al discurso teológico el otro lado de la experiencia humana y la voz de aquélla que calló durante siglos.

Como quiera que los aportes de las mujeres teólogas debieron abrirse camino en un entorno masculino y clerical, su presencia como profesoras en las facultades de teología tuvo –¿y sigue teniendo?– opositores.

Ahora bien, como lo he manifestado en repetidas ocasiones, tuve la fortuna de que las directivas la Facultad de Teología de la Pontificia Universidad Javeriana creyeran que una mujer podía estudiar y enseñar teología. No así, muchas veces, los estudiantes que preferían hombres de Iglesia como profesores. Pero las directivas, al aceptar mi presencia, abrieron la puerta a otras muchas colegas en la vida de la Facultad que estudian teología, enseñan teología, escriben teología, pioneras en la irrupción en un espacio tradicionalmente vedado para las mujeres.

Las teólogas colombianas, como nuestras colegas de otras regiones, comprendimos la necesidad de aunar esfuerzos y sentir que no estábamos solas, cada una por su lado. Necesitábamos construir redes de solidaridad en un espacio de reflexión teológica y de comunión eclesial.

Las primeras teólogas –Marta Lucía Chaparro, Dora Tobar, Socorro Vivas, Graciela Melo, Margarita Mayoral y mi persona, entre otras– nos reuníamos periódicamente para compartir proyectos y resultados. En junio de 2007, Amparo Novoa, Ángela María Sierra, Isabel Corpas de Posada, Li Mizar Salamanca, María del Socorro Vivas, Maricel Mena y Olga Consuelo Vélez, comenzamos a hacer realidad ese espacio de reflexión teológica que años atrás habíamos intentado conformar. Un espacio de reflexión proyectado a la construcción de comunidades incluyentes y liberadoras.

Así nació la Asociación Colombiana de Teólogas, en el ánimo de integrar esfuerzos, compartir trabajos e investigaciones y darlos a conocer. También con el propósito de identificar el aporte de la teología hecha por mujeres y crear comunidad teológica en la que el ejercicio académico sea el eje dinamizador y el compromiso con la realidad el eje articulador del discurso teológico.

(up)


Prof. Javier Enrique Cortés Cortés
Sociedad Chilena de Teología
Universidad Católica del Norte
Coquimbo, Chile

Reporte General de la situación del desarrollo teológico en Chile

(1.) En la última década más o menos, ¿en cuanto a un desarrollo teológico en su región y / o país que se considera prometedor?

En primer lugar, es importante mencionar que nuestra asociación de teólogas y teólogos, la Sociedad Chilena de Teología (en adelante SCHT) reúne a académicos del norte, centro y sur del país. Esta asociación cumple 27 años sirviendo como instancia de reflexión “al servicio de la comunión de sus integrantes y de todo el pueblo de Dios” (Reglamento, 1988, Nº 1), y sus temas de interés lo constituyen “la reflexión teológica con particular referencia a la problemática chilena y la latinoamericana” (Regl., Nº 2). La discusión de las temáticas es tratada por sus socios en su asamblea anual. Los estatutos de la SCHT fueron aprobados por la Asamblea Plenaria de la CECH[1] en diciembre de 1988, y fueron ratificados por el Comité Permanente en noviembre de 1991. El Comité Permanente de la CECH cada dos años ratifica a la nueva directiva elegida por sus socios/as.

La propia SCHT se ha constituido como una oportunidad de desarrollo para la reflexión teológica nacional y la consolidación de trabajos en redes. En estos momentos estamos en un cambio de la dinámica de funcionamiento buscando tener mayor impacto en el escenario pastoral y eclesial del país. Lo anterior constituye una novedad por cuanto la dinámica tradicional había sido la celebración de la asamblea anual en la cual se trabajaba algún tema definido con un año de anterioridad pero sin mayor impacto en el medio eclesial y social. En efecto, el ejercicio de la reflexión teológica casi siempre estuvo asociado a las líneas de desarrollo de los centros de formación teológica ya sean Facultades, Institutos o Departamentos y, muy circunscrita a la preocupación académica sin plantearse grandes desafíos con temáticas fronterizas o de interés multidisciplinar. No obstante, este panorama está sujeto a cambios desde algunos años, debido a diversos factores entre los cuales podemos hacer mención a algunos:

Existe un cambio generacional importante, por cuanto la mayoría de los socios fundadores ha jubilado, y sólo unos pocos continúan en la SCHT. Existe un grupo de socios que recién están iniciando su trabajo académico por cuanto hace un par de años han terminado sus estudios de postgrados. El panorama anterior plantea un problema con el cambio de docentes y las generaciones para la continuidad. En este nuevo escenario ha surgido la inquietud por fortalecer más la SCHT.

Un segundo punto que ha originado un cambio en la reflexión teológica en los últimos años, ha sido de gran impacto generado por los sucesos de abusos en la Iglesia en donde se han visto involucrados sacerdotes que habían ejercido un gran predominio en sectores influyentes de la sociedad chilena. Al respecto, la propia SCHT realizó una reunión extraordinaria al respecto en la cual elaboró una carta a modo de documento de trabajo que el objetivo generar una discusión y reflexión al interior de la sociedad en el contexto de su jornada anual del 2011. En la carta existía una gran preocupación por la crisis que estaba viviendo la Iglesia chilena generada por los graves casos de abuso a menores por parte de sacerdotes y religiosos. Se reconocía que esa crisis podía ser una oportunidad para reflexionar desde nuestra vocación teológica en cuatro aspectos. Primero, la SCHT expresó su corresponsabilidad eclesial. Cada uno como teóloga o teólogo, desde su espacio de formación y desde su propia vocación, laica o religiosa, podía hacer un aporte para discernir pasos y caminos que procuren un encuentro, que generaran el espacio para dialogar sobre la crisis y proponer soluciones que generaran nuevamente la confianza. Segundo, lo anterior era un imperativo que nacía de la Vocación teologal, era importante indicar que no se debía renunciar a la vocación teologal, que nos permite vivir plenamente en nuestro mundo, pero al mismo tiempo nos permite mantener una postura crítica de aquellas situaciones que no generan vida, y que al contrario promueven división y muerte. Tercero, se aludía a la necesidad de una presencia consensuada que discierna teológicamente la situación de crisis. Por último, la crisis eclesial de los escándalos obligaba a una revisión de la formación teológica en las Universidades y Centros teológicos. Pensábamos que era muy necesario generar una revisión profunda de la teología que estamos enseñando en nuestros espacios laborales, pues hay una sensación muy fuerte de que se enseña una cosa a nuestros estudiantes laicos y religiosos y después en la práctica de esos mismos formados se percibía otra orientación.

Otro de los aspectos, interesante en los últimos años alude a forma de trabajar de manera mancomunada entre los centros teológicos hacia temáticas cuyo abordaje interdisciplinar y desde las ciencias positivas podían ser discutidas de mejor manera. Esta tendencia se vio reflejada en los últimos encuentros anuales de la SCHT que tenían dentro de sus invitados algunos exponentes del área de la sociología, sicología, antropología por mencionar a algunos. En esta línea, se ha incrementado una nueva modalidad de trabajar en conjunto con los centros teológicos, este nuevo ímpetu se ha concretado en esfuerzos por unir a académicos investigadores de diversos centros teológicos del país en torno a temática de interés suscitada con motivo de la celebración de los 50 años del Concilio Vaticano II.

La buena experiencia de trabajo en conjunto ha permitido poner atención a temáticas más contingentes como son la formación de profesores de religión, y las temáticas de interés de los cambios sociales de Chile, los problemas del sistema económico imperante y los tópicos tratados por los últimos informes del PNUD (Programa de Naciones Unidad para el Desarrollo) Chile.

También ha existido mayor colaboración entre los teólogos y teólogas con algunas áreas de la CECH para organizar en sus congresos teológicos pastorales en torno a la misión continental promoviendo una teología con mayor resonancia en el área vivencial de la fe.

De igual forma, se debe señalar la organización de una Asociación Bíblica Chilena que tuvo su primer encuentro el año 2013, existe mucha preocupación por revitalizar los estudios bíblicos en Chile y generar redes de colaboración.

Por último, el pontificado del Papa Francisco ha sido interpolador en su forma de humanizar el quehacer teológico en la Iglesia y la confianza hacia temáticas particulares de la reflexión teológica latinoamericana.

(2) Por lo que se piensa en las próximas décadas, ¿Qué es lo que usted cree que será una importante oportunidad para el desarrollo de la teología en su región y / o país?

Una temática amplia que genera mayores oportunidades para el desarrollo de la reflexión teológica es el fenómeno de la interculturalidad. Frente a este tópico, podemos distinguir dos escenarios, uno que podemos definir como externo referido al incremento de inmigrantes de países vecinos que vienen a Chile en busca de nuevas oportunidades. En cierta forma, ya se está percibiendo que este fenómeno es un nicho de oportunidades o más bien de desafíos para enfrentar los cambios sociales promoviendo una sociedad más inclusiva con los extranjeros. Estos nuevos cambios, requieren que sean atendida no sólo las necesidades de nuevos grupos de población sino, a su vez, destinar atención hacia la propia población chilena. Un segundo frente, es más bien de carácter interno y dice relación con la inclusión y el debido respeto hacia los pueblos originarios, situación en que el Estado chileno aún tiene deudas pendientes. Dentro de las mayores etnias en Chile, los mapuches aún reclaman los derechos sobre sus tierras las cuales sobrepasa un mero valor territorial por cuanto para éstos tiene un sentido de identidad y pertenencia. Además este pueblo conserva sus costumbres y ritos con plena vigencia a diferencia de otros grupos étnicos de Chile. Cabe indicar que los mapuches constituyen el 84 % de la población indígena en Chile. Otros grupos como atacameños, quechuas y aimaras, constituyen poblaciones menores cuyo patrimonio se encuentra anclado más bien el pasado. En el caso del pueblo mapuche se requiere una trabajo de reflexión teológica que ahonde en sus cosmovisiones y se sensible a sus demandas.

El tema de la interculturalidad reclama con mayor razón el tratamiento desde un enfoque más interdisciplinar como se ha ido percibiendo dentro de la SCHT.

Un segundo tema que es espacio de oportunidad es reflexionar en torno a la misión continental en un escenario cada vez más cambiante de la sociedad chilena. Es importante interrogarse cómo enfrentar los escenarios de la misión continental, en esta línea debe continuar el trabajo de los congresos teológico pastorales que se han concretizado en los últimos años.

De igual manera, se plantea la oportunidad de mirar hacia el fenómeno de la religiosidad popular que es predominante en la zona norte de país, aquí existen una serie de planteamientos que la reflexión teológica debiera hacerse cargo.

Por último, emergen en algunos centros teológicos el interés por abordar temas de ecumenismo en un escenario de mayor acercamiento de algunas iglesias cristiana, y del diálogo interreligioso con comunidades judías y musulmanas.

(3) Por lo que se piensa en las próximas décadas, ¿qué es lo usted que cree que será como una amenaza importante para el desarrollo de la teología en su región y / o país?

En relación a las amenazas podemos plantear dos esferas que permiten establecer diferencias en la forma de cómo podrían ser abordadas. Un primer plano lo constituye el escenario actual de la sociedad chilena que se caracteriza por un mayor incremento de secularismo. Lo anterior se ha dejado ver, por ejemplo, en los censos de los últimos 10 años en la cual el número de católicos ha descendido. En efecto, en el censo del año 2002 el 69.96 % de la población mayor de 15 años se declaraba católico mientras que el 8,3 % dijo no tener religión o se declaraba agnóstico o ateo. Estas cifras en el censo de 2012 registraron una baja el número de católicos a 67,37 % y un aumento en la población que se declaraba sin religión a 11,58 %, en cambio las religiones evangélicas subió de un 15,14 % en el año 2002 a un 16,92 % en el año 2012. Pero más allá de las cifras estadísticas, se percibe una sociedad chilena marcada por un fuerte individualismo y con predominio de un modelo económico neoliberal que se ha convertido en modelo referencial para países vecinos. Lo anterior exige una reflexión crítica, actualizada desde lo fundamental del mensaje evangélico. No obstante, han surgido movilizaciones que han hecho explícito su malestar con el sistema. Este es un síntoma al cual la reflexión teológica no debiera dejar de atender. En efecto, se han dado manifestaciones cívicas de protestas que exigen un cambio radical en las políticas educacionales para asegurar una mayor calidad en la educación nacional y, en concomitancia con las demandas estudiantiles se ha visto una vez más como Chile se encuentra fraccionado en sociedad de enormes brechas sociales y de desigualdad económica.

Una amenaza que podríamos llamar incipiente o latente, es a nivel intraeclesial en la cual se corre el riesgo de algunos sectores que declaran una eclesiología en concordancia con el Vaticano II pero en sus formas operativas y litúrgicas aparece como un movimiento retrógrado y caracterizado por un neoclericalismo pernicioso. Estas manifestaciones no son claras sino más bien difusas y complica la forma de enfrentarlo.

Por otra parte, en una sociedad cada vez más secularizada se plantea un mayor desafío a los centros que participan en la formación de profesores de religión cuando este subsector del currículum educacional se vuelve vulnerable con riesgo de desaparecer y quedar confinado a colegios confesionales.

Por último, la gran cuestión que emerge en los últimos años es la relevancia de la teología en una sociedad donde hay menor adhesión al cristianismo, aunque por otro lado se diversifica y fortalece la vivencia espiritual. Además, la labor teológica está siendo radicalmente interpelada por la muy honda crisis de la Iglesia en Chile: indiferencia y la no participación regular de la mayoría de quienes se llaman católicos, el desinterés de la juventud por las estructuras católicas, y la desconfianza provocada por los casos de abuso sexual y mayor aún el abuso de poder clerical sobre las conciencias.

  • [1] Conferencia Episcopal de Chile.

Dr. Gabriela M. Di Renzo
Universidad Católica Argentina
Buenos Aires, Argentina

El quehacer teológico en Argentina en los últimos diez años y las perspectivas futuras.

En primer lugar señalamos el lugar que la mujer está ocupando en la teología Argentina.En estos últimos diez años la teología argentina ha desarrollado una amplia variedad de temas acompañando los contextos históricos, culturales y científicos de Argentina y el mundo.

A pesar de que estamos todavía en los comienzos, el ingreso progresivo de las mujeres a las intituciones académicas de teología ha generado no solo su inclusión como docentes o investigadoras en estos ámbitos sino un desarrollo de la mujer como tema de estudio y como paradigma dentro de la teología. Específicamente la institución a la que represento acaba de cumplir sus primeros 10 años.

Se vislumbran también otros ejes y temas en nuestra teología. Podemos situar desarrollos de la teología de los signos de los tiempos, como un hacer teológico desde un lugar específico y desde latinoamérica en la que los pobres, con todos sus rostros, constituyen un lugar teológico preferencial. Estos desarrollos dentro de la teología pastoral o sistemática, acompañan las situaciones históricas de marginación, exclusión y violencia que ha sufrido y sufre actualmente nuestra región.

En esta misma linea teórica nos encontramos también con estudios en relación a la pastoral urbana y a la espiritualidad urbana.

El tema de la memoria también ha sido recurrente, especialmente en relación a redescubrir los aportes de los teólogos de nuestro país y a poder interrogarnos sobre la identidad de nuestra propia teología.

Resultan significativos los desarrollos promisorios que ha abierto una teología en diálogo con otras comunidades religiosas.

Los temas patrísticos también han tenido un gran impulso entre los teólogos en diálogo también con la filosofía y la historia.

Se destacan las investigaciones y estudios de la teología en contextos científicos en lo que se desarrollan diálogos en diferentes niveles con otras ciencias.

El tema de los lenguajes también ha sido y sigue siendo objeto de múltiples abordajes teológicos, especialmente el diálogo de la teología con la literatura.

En cuanto al futuro próximo creemos que la asunción del cardenal Bergoglio como papa de la Iglesia Católica ha traido un aire fresco, renovador y liberador a nuestra teología que no pocas veces debe lidiar con paradigmas más bien alejados de las realidades locales.

De aquí que en un futuro se seguirá avanzando en las problemáticas mencionadas y en temas más innovadores en teología, especialmente en relación con la mujer, las ciencias y las culturas, y otras tantos sensibles al quehacer histórico y político de nuestro país.

Quedan pendientes hacia un futuro promover aún más desarrollos en relación a temas ambientales y a elevar la conciencia teológica de esta problemática que suscita en nuestro país, un interés creciente.

El tema ecuménico es uno de los grandes temas en los que se espera seguir avanzando gracias también a los aportes simbólicos de nuestro papa Fransisco.

El futuro también presenta numerosa amenazas para la teología, especialmente las que derivan de grupos de poder: políticos, económicos, eclesiales e ideológicos. Quizás la amenza más fuerte es la de contituir un discurso teológico que ya no cuente con las historias de varones y mujeres que transitan nuestro mundo.

A continuación cito solo algunas obras en relación a los temas antes mencionados referentes a la Sociedad Argentina de Teología, a grupos de investigación y a obras colectivas e individuales.

Sociedad Argentina de Teología

Sociedad Argentina de Teología (ed.), La transmisión de la fe en el mundo de las nuevas tecnologías. XXXIIa. Semana Argentina de Teología, Buenos Aires, Ágape, 2014.

Sociedad Argentina de Teología (ed) Dar razón de nuestra esperanza : el anuncio del Evangelio en una sociedad Plural : XXX° Semana Argentina de Teología   Buenos Aires, Agape, 2012.

Programas y Grupos de Investigación

Virginia R. Azcuy (comp.), La ciudad vivida. Sentidos y prácticas de espiritualidad en Buenos Aires, Buenos Aires, Editorial Guadalupe, 2014.

Virginia R. Azcuy; Nancy E. Bedford; Marta Palacio (coord.), Mujeres haciendo teologías. Huellas y cruces del camino, Número monográfico de Proyecto 63-64 (2013) 343pp.

Virginia R. Azcuy; Carlos Schickendantz; Eduardo Silva (eds.), Teología de los signos de los tiempos latinoamericanos. Horizontes, criterios y métodos, Santiago de Chile, Ediciones Universidad Alberto Hurtado, 2013.

Otras Monografías y Compilaciones

José M. Cantó; Pablo Figueroa (eds.), Filosofía y teología en diálogo desde América Latina. Homenaje a Juan Carlos Scannone, sj en sus 80 cumpleaños, Córdoba, EDUCC, 2013.

Víctor M. Fernández, Il progetto di Francesco. Dove portare la Chiesa, Bologna, EMI, 2014.

Carlos M. Galli, Dios vive en la ciudad. Hacia una nueva pastoral urbana a la luz de Aparecida, Buenos Aires, Ágape, 2011.

Diana Viñoles, Biografía de Alice Domon (1937-1977). Las religiosas francesas desaparecidas, Buenos Aires, Patria Grande, 2014.

Cecilia avenatti de palumbo, Belleza que hiere. Reflexiones sobre Literatura, Estética y Teología, Buenos Aires, Agape, 2010.

Lucio Florio (Ed.) Quaerentibus. Teología y cienciashttp://www.cienciayreligion.org/bookshelf.html.

(up)


Dr. Socorro Vivas Albán
Asociación Colombiana de Teólogas
Pontificia Universidad Javeriana
Bogotá, Colombia

MUJER TEÓLOGA EN COLOMBIA 

Presentar un informe acerca de lo que es nuestra teología colombiana y el impacto de ella en la iglesia y la sociedad, implica delimitar dos horizontes desde dónde hago la reflexión: primero desde mi mirada de mujer teóloga y segundo desde el contexto colombiano, para precisar, posteriormente, lo que ha sido su desarrollo en la última década, el impacto que podría generar esta teología en nuestra región y una mirada esperanzadora para su futuro inmediato.

Esta reflexión recoge el aporte de teólogas egresadas de Facultades de Teología que viven y trabajan de cuatro ciudades de Colombia: Bogotá, Cali, Medellín y Barranquilla.

  1. Desde dónde

No puedo dejar de hablar en la caracterización de la teología hecha por mujeres en Colombia, desde mi propia experiencia; marcada por mi observación, por mi opción por la vivencia y el estudio de la teología de manera sistemática y académica y por la manera cómo ejerzo el ministerio de la docencia, la investigación, la participación activa en distintos colectivos teológicos, la asesoría y acompañamiento pastoral a grupos marginales; y también, por la experiencia de exclusión en la participación de una iglesia ministerial de corte patriarcal, por los descubrimiento hechos en el pasado –como estudiante seglar de teología entre 74 compañeros aspirantes a la vida religiosa- y por el presente que me anima cada vez más a trabajar, escribir y acompañar distintos procesos de fe universal.

Asumimos la docencia en teología en Facultades e Institutos. Labor que trasciende distintos el campo social, eclesial y educativo; membresía en colectivos y movimientos de iglesias cristianas. Hay algo distinto en la manera cómo hacemos teología las mujeres: los elementos de la vida cotidiana se entrecruzan íntimamente con el hablar acerca Dios.

Expresamos la experiencia religiosa de otra manera. No asumimos solamente la formulación racional de la fe como única mediación universal del discurso teológico, ni salta de un tratado a otro para su estudio sistemático, sino que incluye un abanico vital de mediaciones y categorías que metafóricamente vinculamos con la experiencia que nos ayuda a expre­sar lo vivido sin agotarlo. Es un discurso, que hace percibir siempre algo más, que la palabra no consigue for­mular. Esta posibilidad vital de mediaciones no se hace explícito de manera formal científico, por llamarlo de alguna manera, son mediaciones propias de un discurso sapiencial, en el cual la relación con los otros, expresa la diversidad y la complejidad de las situaciones y desafíos humanos.

El lenguaje teológico se manifiesta de manera profética, o como canto de esperanza, o como lamento. La experiencia de este quehacer teológico empieza a ser cada vez más notorio, en la de fe en pequeñas comunidades y en la sistematización teológica que se elabora, se publica y de lleva a la academia. Se investiga como acontecimientos nacidos de la fe y de nuevo se continúa con el proceso como círculo hermenéutico.

Estas distintas maneras de hacer teología con ojos de mujer se da en niveles y contextos distintos, con la marca de diversas situaciones. Aspectos que han determinado una identidad histórica propia en la manera de hacer teología en Colombia.

  1. Contexto colombiano

Colombia está marcada por una fisura existente entre el país rural y el país urbano. Este punto de quiebre es el escenario de nuestro conflicto armado, o, el campo doloroso en el que se desarrollan nuestras violencias sistemáticas. Es decir, somos el producto de un conjunto de causas originadas en un sistema de violencias que se remonta y reproduce desde nuestra historia republicana. La única alternativa que se destaca, portadora de esperanza, ante este hecho, es la toma de conciencia por asumir la reconciliación de su humanidad rural con su humanidad urbana, en donde Colombia deberá reconocer que es un país de víctimas.

Este proceso se nos presenta como un reto en nuestro quehacer teológico y acción pastoral, como la necesidad por vincular conexiones entre las dos realidades colombianas: la rural que coloca la mayor parte de los muertos y la urbana que está de espaldas a este proceso de dolor y exclusión. Se nos impone una convergencia de miradas, de aportes desde distintas instancias a fin de ver surgir un país reconciliado.

Algo nuevo ha empezado a suceder en esta nueva forma de ser ciudad, en la manera de expresar lo espiritual y religioso, en el quehacer teológico de población vulnerable. La imagen de un Dios comprometido con su suerte y peregrinación, así como la presencia de una María más próxima a los problemas de las mujeres, de un Jesús más cercano que tiene palabras de comprensión para su realidad, son ejemplo de este cambio que se está forjando.

  1. Desarrollo teológico en la última década 

En Colombia se está trabajando por una lectura de la biblia desde distintos acercamientos, estos son algunos de los aportes realizados hasta ahora.

– Las mujeres estudiamos Biblia para encontrar en los textos una fecundidad liberadora, tarea presente, también, en los varones que creen posible construir nuevas relaciones y nuevas hermenéuticas de género.

– También leemos la Biblia desde nuestros cuerpos, desde nuestros sentidos, desde nuestra condición de etnia, clase, religión y cultura.

– La cotidianidad es fundamental para esta lectura, que se hace desde las luchas solidarias por la vida, la paz, la salud, el trabajo, la tierra, la ecología, la organización y hasta la indignación ante la violencia que destruye la vida.

– Es una lectura comunitaria, ecuménica, celebrativa y liberadora.

– Asumimos tareas de vanguardia en la evangelización, en el quehacer bíblico teológico, en la investigación: seglares, religiosas, animadoras de comunidades, asesoras de proyectos comunitarios, talleristas, misioneras, algunas insertadas en barrios marginales, en trabajo con población vulnerable. Como expresión de este trabajo, se han constituidos colectivos de mujeres, su pretensión consiste en dar respuesta desde sus lugares a la situación socio- eclesial que vive el país.

El trabajo realizado por distintos grupos de teólogas, se ha configurado en cuatro temáticas fundamentales.

* Mujer – identidad, en una toma de conciencia de su ser y del compromiso en la iglesia y la sociedad.* Mujer – varón en trabajo equitativo. Integra la búsqueda de la mujer y del varón para crecer juntos y construir el sueño igualitario del reino de Dios.

* Mujer -Iglesia. Propicia la formación de las mujeres cristianas para cualificar su participación en la Iglesia y ganar derechos al interior de la misma. Impulsa las opciones y líneas de acción de la Conferencia de Religiosos de Colombia hacia la dignificación de la mujer laica y religiosa en su misión profética y evangelizadora.

* Mujer – ecumenismo. Mantiene una relación de comunicación y apoyo al movimiento popular de mujeres, con otras organizaciones feministas, regionales, nacionales, religiosas para la construcción de la unidad y el quehacer teológico-pastoral.

En los últimos años, la pastoral católica de mujeres y las diversas asociaciones que lideran estos procesos han vuelto a dirigir su mirada hacia el sacerdocio común y los carismas de las mujeres.

En el escenario celebrativo eclesial, en Colombia se está a hablando de una “iglesia de mujeres”. Solicitamos un lenguaje inclusivo en las celebraciones litúrgicas, que las formas lingüísticas reflejen nuestras experiencias.

Se está tratando por identificar cuál es nuestra identidad y nuestro aporte al quehacer teológico. En palabras de Isabel Corpas de Posada, ratifico que “si bien el mundo pensado por los hombres y para los hombres excluyó a las mujeres, en la actualidad, hemos podido adquirir una formación teológica, desde donde ‘percibimos’ en las prácticas históricas del mundo bíblico y de los dos mil años de cristianismo, datos que probablemente han pasado ‘desapercibidos’ para los hombres de iglesia”.

  1. Impacto teológico en nuestra región

Nos encontramos con un capital simbólico acumulado, con una herencia rica que es necesario saber retomar, asimilar y relanzar… pero en la mayoría de los casos, este camino se ha realizado en aislamiento, que es parte del problema que estamos tratando de atender. Nos relacionamos y sabemos de algunos colectivos de mujeres, pero, en la general, no hemos mirado más que a nuestro grupo, no ha habido un diálogo y una interacción suficientes entre unas construcciones y otras, entre unas prácticas y otras, y ello sólo puede traducirse en pérdida para el caminar del conjunto. Probablemente no hemos puesto demasiado cuidado en la posibilidad de enriquecimiento mutuo y así la visión desde fuera, desde y hacia la sociedad aparece disminuida en su aporte y en sus posibilidades reales.

Las teólogas colombianas tenemos un gran reto: aunque se han dado pasos, se tendría que insistir en que nuestros discursos teológicos académicos y populares, estén cruzados por la categoría género. Esta conceptualización sólo está presente en el trabajo realizado por mujeres que estamos conscientes de este proceso.

(up)


[1] Conferencia Episcopal de Chile.

Reports from North American Theologians

Untitled-naReports from North American Theologians


Dr. Geraldina Céspedes
Universidad Rafael Landívar
Guatemala City, Guatemala

Situación y tareas de la teología en Guatemala y Centroamérica

En Guatemala, las dos últimas décadas se han caracterizado por un creciente interés por los estudios teológicos, tras un largo tiempo en que lo que nos absorbía era la lucha por la sobrevivencia, cómo mantenernos vivos en un contexto de persecución y violencia. Ahora estamos en una coyuntura que representa una gran oportunidad y un desafío para la teología y para los centros de formación teológica, pues cada día son más las personas que buscan una formación teológica seria, un derecho que tuvo que ser postergado durante los 36 años de conflicto armado. Ese interés por la formación se manifiesta en los esfuerzos que está haciendo mucha gente por acceder a algún centro o universidad para realizar estudios teológicos como su segunda o tercera carrera (caso de las personas adultas o mayores) o como primera carrera (situación de los más jóvenes). Esta demanda no vista antes en la historia de Guatemala tiene tres características principales: 1) su marcado carácter laical, ya que hay centros de formación con una presencia significativa de laicos y laicas; 2) la irrupción de las mujeres laicas y religiosas, en aquellos lugares que permiten su acceso; 3) la presencia creciente de personas indígenas. Todo ello representa una novedad y un gran desafío para los centros de formación teológica que tradicionalmente habían diseñado sus estructuras y sus programas de estudios para unos destinatarios distintos (los centros de formación teológica no eran lugares a los que podían acceder fácilmente los laicos, las mujeres y los indígenas, sino que se orientaban a la formación de sacerdotes y religiosos, de varones y de población mestiza).

Este contexto representa una gran oportunidad para el quehacer teológico en Guatemala y Centroamérica, pero también se vislumbran algunas amenazas: como se va notando una creciente demanda de centros de formación teológica, puede caerse en “abaratar” el producto y en una competencia entre los centros de formación; también se atisba el peligro de convertir la formación teológica en un “negocio rentable” ahora que, como me decía un amigo, “estudiar teología está de moda”; además, el interés por hacer la teología asequible para todos y todas, sacándola de su histórico carácter de propiedad privada o artículo de lujo para algunos privilegiados, puede llevar a una pérdida de la rigurosidad y del nivel de exigencia en los trabajos e investigaciones teológicas. O también, y esto sería a mi juicio lo más peligroso, se podría caer en ofrecer una teología para “todos los gustos”, que deje contentos y satisfechos a todos, una teología light y apolítica, en la que los centros de formación no definen una postura determinada ni asumen una teología más crítica, liberadora, creativa y comprometida con los grandes clamores que están brotando desde la realidad guatemalteca y centroamericana.

Otra amenaza que ya ha comenzado a hacerse manifiesta es tener una población de estudiantes de teología que no pueden concluir sus estudios debido a carencias económicas, a falta de planificación de sus vidas o por desplazamientos forzados e inesperados a causa del clima de violencia e inseguridad que desde hace años afecta a Guatemala y a la mayoría de los países de Centroamérica. ¿Cómo dedicarse a la teología cuando hay que luchar por la sobrevivencia y vivimos constantemente en situación de emergencia? No obstante todas estas limitaciones, hay una creciente conciencia en los creyentes de Guatemala de que la formación teológica no es algo superfluo, sino que más que nunca es tarea urgente y necesaria para leer desde los ojos de Dios lo que estamos viviendo como pueblo y para ofrecer un horizonte de sentido y una esperanza en medio de una realidad de muerte y destrucción. La formación teológica es un horizonte prometedor para seguir fortaleciendo los resortes espirituales y la resistencia de un pueblo que está atravesado por múltiples dolores y carencias; representa una esperanza de renovación para la Iglesia y un fortaleciendo de su capacidad de dar respuesta creativa y lúcida en una coyuntura en que las instituciones eclesiales, en general, aún gozan de credibilidad en la sociedad guatemalteca por su profetismo, su cercanía y opción por los más pobres y por su trayectoria martirial.

De cara a seguir siendo una instancia crítica y a decir una palabra significativa desde el Evangelio, la teología en Guatemala tendrá que plantearse algunas preguntas y algunas tareas urgentes, entre las cuales señalo estas siete:

  1. Cómo responder desde su carácter propio al gran desafío de Guatemala que sigue siendo el empobrecimiento creciente, el abismo entre ricos y pobres y la cultura de la basura en que viven los pobres a quienes se les dan las sobras, lo que no vale nada (comida basura, trabajo basura, vivir en la basura y hasta ser considerados ellos mismos como la basura de la sociedad). Esto implica que teólogos y teólogas no debemos conformarnos con teologizar sobre el pobre, sino desde el lugar del pobre y buscando que los pobres y todos los sujetos ignorados o excluidos tengan acceso a la vida digna y también a la formación teológica. Pero sobre todo implica que estemos dispuestos a pasar el test que nos hace la realidad de los que sufren y que cuestiona la utilidad y el sentido de nuestra teología, que era lo que inquietaba a Ellacuría cuando decía que teníamos que plantearnos la cuestión de “a quién sirve lo que hacemos y para qué de hecho sirve lo que hacemos[1].
  1. Cómo ayudar a tejer desde la diversidad étnica, lingüística, cultural y religiosa de los pueblos de Guatemala, contribuyendo a la superación del racismo y la exclusión. La teología tiene aquí una gran oportunidad y un desafío al que todavía no responde porque no se atreve aún a hacer un proceso de descolonización ni se atreve a beber de otras fuentes, concretamente de la sabiduría de los pueblos indígenas. La teología en este contexto tiene que acentuar la dimensión intercultural e interreligiosa, ayudando a gestionar la diversidad como riqueza, como belleza, como un don de Dios y no como un problema.
  1. Cómo hacer una teología que responda a las interrogantes que brotan de la vulnerabilidad ecológica y social de Centroamérica en que a lo largo del año hay tanta destrucción y muerte por los fenómenos naturales y por la codicia y la rapiña del sistema que está expoliando de la tierra y sus recursos a los pueblos originarios. La teología ha de impulsar un nuevo paradigma de relación con el medio ambiente en el que la tierra no sea vista como una mercancía y en la que se recupere su sacralidad, en un país mayoritariamente indígena en el que la comunión con la madre la tierra es elemento distintivo de su cosmovisión y su espiritualidad. Frente a la crisis que se está viviendo en Guatemala con la tramitación de más de 600 licencias de explotación minera y con la criminalización de las luchas sociales, a la vez que el fortalecimiento de la resistencia de los movimientos sociales ante la depredación de la naturaleza y el expolio de los recursos, la teología no puede pasar de largo y ha de integrar en su reflexión esta perspectiva.
  1. Hacer una teología en clave de caricia en medio de un pueblo tan golpeado y con heridas que aún no han cicatrizado. Desde la búsqueda de la verdad, la recuperación de la memoria histórica y la justicia para las víctimas, la teologia tiene que ayudar a ir sanando las heridas de la guerra, de la violencia y del hambre. La teología tiene que ofrecer su palabra, la visión de Dios para seguir fundamentando e iluminando la búsqueda de los desaparecidos, la justicia por el genocidio, la lucha contra la impunidad y los procesos serios de perdón y reconciliación.
  1. Cómo responder al clamor de las mujeres ante las injusticias y la exclusión de que somos víctimas en la sociedad y en las mismas instituciones eclesiales. En Guatemala la teología feminista es una de las vertientes más urgentes y prometedoras en medio del clamor y del dolor por las múltiples formas de violencia hacia las mujeres, que se expresa desde la feminización de la pobreza, la feminización del hambre y del analfabetismo, hasta llegar a las situaciones más clamorosas de la comercialización de los cuerpos de las mujeres en las redes de tráfico de personas y su eliminación por el feminicidio. Por otro lado, un signo de los tiempos al que tiene que responder y sumarse la teología en Guatemala y Centroamérica es el fortalecimiento de la conciencia de género y el crecimiento y empoderamiento de los movimientos de mujeres, algo realmente prometedor y esperanzador.
  1. Descolonizar y desclericalizar la teología: no se trata solamente de que haya más laicos y laicas en los centros de formación teológica y en la enseñanza y elaboración de la misma, sino que los mismos laicos y laicas salgan de la tutela clerical y que hagan un proceso de desclericalización y descolonización de los mismos programas de estudio, que se ejerciten en el quehacer teológico desde nuevos paradigmas, cruzando fronteras e incursionando en escenarios nuevos y en temas aún no explorados, pues hay formas de hacer teología que todavía no hemos estrenado.
  1. Ayudar a cultivar una espiritualidad de la red, la interconexión, la reciprocidad y la sinergia entre instancias teológicas, entre iglesias y movimientos sociales, superando así el aislamiento y la fragmentación, la competencia y la rivalidad. Los esfuerzos de articulación y de búsqueda conjunta no sólo harían más eficaz nuestro servicio a la Iglesia y a la sociedad, sino que al ser portadores de un valor testimonial, daría mayor credibilidad a nuestra misión como teólogos y teólogas.

(up)


Prof. Dr. Richard Gaillardetz
Boston College
Boston, USA

Catholic Theological Society of America President’s Report to INSeCT on Theology in North America

It is extraordinarily difficult to provide a summary of the state of theology in North America. This brief report, however inadequate, will be divided into two sections: 1) promising developments and 2) issues of ongoing concern.

Promising Developments

Any discussion of the state of Catholic theology in North America must begin with the changing makeup of the North American theological community. Although the Catholic Theological Society of America (CTSA) is not the only Catholic theological society in North America, it is by far the largest and so the changes in the CTSA reflect larger developments in the North American church. Fifty years ago the Catholic Theological Society of America was composed almost exclusively of priests and professed (male) religious. Now the society has shifted to include a significant number of lay theologians. Moreover, a third of the 1274 members in the CTSA are women. As one might suspect, the diversity in the makeup of the Catholic theological community has led to a much greater diversity in the way theology is being done and the topics that are garnering theological attention.

We are seeing a growing interest in various forms of contextual theology with significant contributions from Latino/a and African-American theologians. This is reflected in such vibrant theological societies as the Academy of Catholic Hispanic Theologians in the United States (ACHTUS) and the Black Catholic Theological Symposium (BCTS). In particular, our theological community is just beginning to recognize the full implications for the US of dramatic demographic shifts that will result in a US Catholic church that in a few short decades will be more than 50% Latino/a. Adding yet another dimension to the North American theological scene is the regular attendance at the CTSA’s annual convention of a significant number of theologians from Australia, Western Europe, Latin America, Asia and Africa. This has added an important international dimension to our society’s theological conversation.

Feminist theology continues to mature as a distinct form of contextual theology, one that shines a light on the pervasiveness of patriarchy in our church and the androcentrism of much Catholic theology. The productive interface of science and religion in contemporary North American theology has engendered important new work on theological issues related to eschatology and cosmology. It has provided the opportunity for more robust theological responses to the so called “new atheists” who often appeal to contemporary scientific developments in their critique of theism.   New contributions in the area of theological cosmology have also reinforced the ethical imperative for environmental stewardship and global scope and peril associated with climate change.

The growing number of lay theologians in North America has brought a distinct, more existentially oriented approach to such topics as marriage, family and sexuality. North American theologians are also becoming much more outspoken about the need to address LGBT issues.

Catholic theologians in North America continue to be invested in ecumenical issues with many of us serving on one or more church sanctioned dialogue teams. Moreover, we find it absolutely necessary to draw on the theological contributions of those coming from the Protestant and Orthodox traditions. Many of us teach on faculties or within theological consortia that reflect a rich ecumenical diversity.

Another area of growing theological interest is the emergence of comparative theology as a distinct field of inquiry. At the CTSA’s most recent annual convention we celebrated the twenty-fifth anniversary of comparative theology as a distinct discipline in our convention structure. Comparative theology is not to be confused with the study of various world religions. A comparative theologian is generally rooted in a particular theological tradition and, from within that tradition, seeks to enter into a fruitful comparative inquiry into the treatment of a particular theological topic within another religious tradition or traditions.

Issues of Ongoing Concern

Theology in the North American context is marked by the constitutional separation of church and state (which takes a particularly acute form in the US). This has raised questions regarding the nature of religious freedom in a religiously pluralistic culture and the need to distinguish between the separation of church and state and the necessary inter-relationship of religion and politics. Catholic theologians feel the need to speak out in the public realm on a wide range of social issues such as immigration policy, wage inequities, capital punishment, abortion, climate change, the use of drones in warfare, etc. Not surprisingly some of the most visible work of Catholic theologians has been in the areas of political theology and social ethics. Another fruitful theological trajectory has challenged the thoroughly consumerist ethos of North American culture and the toxic processes of commodification, including even the commodification of religion, that consumerism has engendered.

Many theologians in North America continue to struggle with maintaining a healthy relationship with the magisterium. The vast majority of Catholic theologians readily acknowledge the distinctive teaching authority of the bishops yet there are concerns regarding the precise nature of the relationship between bishops and theologians. Theologians and bishops agree that our postmodern cultural context has raised new challenges for handing on the faith and supporting a robust sense of Catholic identity. Consequently, most theologians recognize that there is a catechetical aspect of our vocation, particularly as regards the teaching of introductory theological courses to young adults on our university campuses. Yet we fight against the tendency of some of our bishops to reduce the entire theological vocation to mere catechesis in a way that fails to recognize the provisional and exploratory character of the theological discipline. Several instances in which US theologians have been subject to ecclesiastical discipline (e.g., Elizabeth Johnson, Margaret Farley or the ecclesiastical strictures imposed on the LCWR) have raised important issues of ‘due process’ and the need to recognize the distinctive task of theology in the church.

Lastly we must recognize that some of the polarizing tendencies of the US political scene, with its hyper-partisanship and the politics of fear and demonization, have colonized the life of the church and Catholic theology. Significant rifts continue in the theological community with a small but vocal minority of conservative theologians challenging some of the dominant theological currents described above. These voices have felt marginalized within a North American theological community that in their view has become more theologically progressive. This has led some to leave the larger theological societies (such as the CTSA or the College Theology Society) to form new theological societies like the Academy of Catholic Theology and the Fellowship of Catholic Scholars. These two societies presume a more narrowly defined doctrinal orthodoxy as a condition of membership. In a positive development, the USCCB Committee on Doctrine has for the last two years sponsored an annual study day that brings together representatives from six different theological societies representing the entire ideological spectrum for a meeting with the Committee on Doctrine. Our hope is that these annual study days may help overcome the sense of suspicion and distrust that is present in some theological circles.

Finally I think many theologians in North America have been moved and inspired by the fresh reception of Vatican II’s teaching in the pontificate of Pope Francis. We see signs of a thawing of a “theological winter” and a move away from a heavy-handed dogmatism toward a more open and inviting form of dialogical engagement in its many diverse contexts.

  • [1] I. Ellacuría, Hacia una fundamentación filosófica del método teológico latinoamericano, en: Encuentro Latinoamericano de Teología, Liberación y cautiverio. Debate en torno al método de la teología en América Latina, México, 1975, 631.

(up)


Rev. Dr. Carlos Mendoza Álvarez
Univ. Iberoamericana Plantel Santa Fe
México City, México

La teología católica en México ante el problema del abuso del poder en la sociedad y en la Iglesia

1.   Antecedentes históricos

En la última asamblea de Insect, celebrada en el año 2011 en De Paul University en Chicago, la Unión de Instituciones Teológicas Católicas en México (Uitcam) fue aceptada como miembro corporativo ordinario para representar a México en esta red internacional de sociedades de teología[1].

Como se recordó entonces, si bien la Uitcam no es, en sentido estricto, una sociedad de teología sino una unión de instituciones teológicas, su presencia en Insect se explica por el complejo contexto eclesial mexicano de los últimos cincuenta años marcado precisamente por el abuso de poder en la sociedad y en la Iglesia.

Un ejemplo relevante es la breve y accidentada historia de la Sociedad Mexicana de Teología que existió en el siglo XX por escasos quince años, inspirada por el ímpetu propio de la recepción del Concilio Vaticano II característico de aquella época, desarrollando sus actividades entre 1969 y 1984[2].

Pero las tensiones derivadas de la recepción conciliar en nuestro país polarizaron la relación entre el episcopado mexicano y la comunidad teológica nacional[3] que, en diálogo con la teología europea y estadunidense de aquellos años, buscaba abrirse al impulso renovador de la Iglesia latinoamericana y caribeña fortalecida por la II Asamblea General de la Conferencia del Episcopado Latinoamericano (Celam) en Medellín en 1968.

De tal manera que las opciones teológicas de esa época fueron decantándose claramente en polos opuestos: por un lado, una teología apologética, de corte doctrinal y jerárquico, vinculada de manera casi exclusiva al magisterio episcopal latinoamericano y romano; y, por otro, una teología contextual que asumía la hermenéutica moderna y la teología de la liberación como principales claves de lectura de la presencia del Reinado de Dios en la historia del pueblo creyente en México y el subcontinente.

Dichas tensiones quedaron manifiestas en la III Asamblea de la Celam en Puebla en 1979 y se radicalizaron durante el pontificado del Papa Juan Pablo II, teniendo como árbitro doctrinal al Cardenal Ratzinger[4]. Las dos declaraciones de la Congregación para la Doctrina de la Fe (de 1984 sobre la teología de la liberación y de 1986 sobre libertad cristiana y liberación) fueron la estocada final a una estrategia de intervención y desmantelamiento de procesos pastorales, teológicos y eclesiales de una Iglesia mexicana[5] que buscaba estar a la escucha del clamor de los pobres y excluidos.

2.   Desmontando los mecanismos de violencia en la sociedad y en la Iglesia

Este contexto de animadversión eclesial estuvo caracterizado por severas críticas a la enseñanza de la teología en diversos centros teológicos del país. En palabras de fray Camilo Maccise Ocd, quien fuera de uno de los actores principales que padecieron esta violencia como fraile profesor primero y luego como provincial y general de su orden en Roma, se trataba de una violencia introyectada en la propia Iglesia. Leamos su propio testimonio:

Otro tipo de violencia en la Iglesia es el dogmatismo que no admite que vivimos en un mundo pluralista en el cual no es posible seguir dominados por un monocentrismo religioso, cultural y teológico. Por el contrario, se requiere una apertura a un policentrismo en todos esos campos. Sin distinguir entre lo esencial de la fe cristiana y sus formas de expresión teológica, el dogmatismo conduce a imponer una sola perspectiva teológica: la tradicionalista, elaborada a partir de condicionamientos filosóficos y culturales de épocas pasadas. Así, sucesivamente en el período posconciliar hemos asistido a la violencia represiva contra una exégesis renovada, contra nuevas perspectivas teológicas europeas, contra la teología de la liberación, contra la teología asiática y africana, contra la teología indígena. Y, ordinariamente, los procesos siguen una pauta de tipo violento: llegan a la Congregación para la Doctrina de la Fe acusaciones de personas conservadoras y ultraconservadoras o de enemigos personales que saben que gozarán de la protección de la confidencialidad y del apoyo incondicional de parte de los responsables de la Congregación; éstos dan a examinar los textos en cuestión a “expertos” que gozarán de la protección del anonimato y que no tendrán que enfrentar al acusado; éste tiene que responder a las acusaciones y ofrecer explicaciones sobre lo que es considerado heterodoxo. Es sorprendente constatar que muchas veces el “experto” basa sus acusaciones en frases fuera de contexto. Después de responder y aclarar las cosas uno no recibe, a no ser en casos especiales, ninguna carta de descargo en la que el Congregación diga que su “experto” se ha equivocado. Tampoco el acusador recibe una amonestación o una pena canónica por haber mentido o calumniado. Este dogmatismo violento frena la investigación y el estudio legítimos entre los exegetas, teólogos, moralistas, pastoralistas. Muchos, por miedo, se imponen una fuerte autocensura. La Iglesia tiene también con frecuencia actitudes impositivas en la sociedad sin tomar en cuenta el mundo pluralista en que vivimos. La Iglesia tiene ciertamente derecho a presentar el evangelio y sus exigencias pero sin dogmatismos y sin pretender imponerlas a quienes no creen o profesan otras religiones. [6]

Tal violencia institucional al interior de la Iglesia católica se tradujo en México, a fines de década de los años ochenta e inicios de los noventa del siglo pasado, en una serie de visitas canónicas para revisar y corregir los planes de estudios, así como depurar el cuerpo docente de numerosos institutos teológicos, en particular, los de que eran dirigidos por congregaciones religiosas[7]. Como uno de los “daños colaterales” de dicha violencia dejó de existir la mencionada Sociedad Mexicana de Teología en 1984.

Tuvo que pasar más de una década para que diversos institutos teológicos con sede en la Ciudad de México tomaran la iniciativa de retomar la colaboración, manteniendo la autonomía de cada uno de ellos, pero creando vínculos de intercambio de programas de estudios, materias, profesores, estudiantes y bibliotecas.

Así nació, en un diálogo cauteloso desde el año 1999 hasta el 2001, la primera red de instituciones teológicas católicas mexicanas que irestos cuatroen el año 2010 1994 con la crisis financiera, los magnicidios y el levantamiento xzazaron durante el pontificado delía celebrando a lo largo de su primera década siete coloquios conjuntos. Fue resultado de un esfuerzo conjunto por encontrar caminos de diálogo teológico que hiciera posible a la Iglesia enfrentar la severa crisis social, económica, cultural y religiosa que vivía México a partir de 1994, debido a la crisis financiera, los magnicidios que cimbraron la vida política del país y la insurrección zapatista que hizo escuchar la voz de los invisibilizados por el sistema.

Como fruto de estos esfuerzos, en el año 2010 se constituye formalmente la Unión de Instituciones Teológicas Católicas en México (Uitcam) como asociación civil reconocida por el estado mexicano. Se formaliza el funcionamiento de esta red por medio de Estatutos y Reglamento. Al día de hoy la Unión reúne ocho instituciones de educación superior en teología católica en la Ciudad de México: la Universidad Pontificia de México (Upm), la Universidad Iberoamericana Ciudad de México (Uia), la Universidad La Salle (Ulsa), la Universidad Intercontinental (Uic), la Universidad Católica “Lumen Gentium” (Uclg), el Instituto de Formación Teológica Intercongregacional de México (Iftim), el Centro de Estudios Teológicos de la Conferencia de Superiores Mayores de México (Cet-Cirm) y el Instituto Franciscano de Filosofía y Teología (Ifft).

En esta última etapa de cuatro años, la Uitcam ha organizado 3 bienales teológicas, con la publicación de las memorias correspondientes. Asimismo instituyó la Medalla al mérito teológico “fray Pedro de la Peña, OP”, primer profesor de teología en el Virreinato de la Nueva España en 1553, en la naciente Real y Pontificia Universidad de México. Este reconocimiento es otorgado a profesores y profesoras[8] que se han destacado por su trayectoria académica y por su aporte a la investigación teológica.

Además, cabe mencionar que en México existen 86 seminarios diocesanos que actualmente dan formación teológica a más de 1,114 mil seminaristas, otorgando el bachillerato en teología (primer ciclo universitario)[9]. Solamente algunos de ellos, como el Seminario de la Diócesis de Zamora en Michoacán, han logrado obtener, ante la Secretaría de Educación Pública (Sep) de México, el reconocimiento civil de los grados filosófico y teológico como una licenciatura de primer ciclo universitario.

Un panorama más amplio y diverso es el de la enseñanza de la teología ecuménica, desarrollada en México por las Iglesias ortodoxa, maronita y por los institutos teológicos luterano, anglicano, bautista, metodista y presbiteriano que colaboran en un proyecto común. El centro teológico ecuménico más importante es la Comunidad Teológica de México[10] que, desde hace cincuenta años, congrega a seis instituciones miembro, con un cuerpo docente de diez profesores estables y alrededor de doscientos cincuenta alumnos inscritos para la formación ministerial en teología de inspiración ecuménica, ofreciendo grados de licenciatura en teología y maestría en ciencias bíblicas y liturgia.

3.   Apreciación de la situación de la teología católica en México.

En la última década , ¿cuál ha sido el desarrollo teológico más significativo en su país?

Desde un punto de vista de gestión académica, el desarrollo principal ha sido el avance de las instituciones de estudios superiores para obtener el reconocimiento civil de los programas de teología por parte del estado mexicano. Un proceso que se inició en 1992 con el reconocimiento de las relaciones Iglesia-Estado. Cabe resaltar aquí la resistencia del estado laico mexicano, en su versión anticlerical, para facilitar este reconocimiento de la teología como disciplina científica.

Como resultado de este proceso de modernización, desde 1994[11] es posible obtener en México el reconocimiento de la licenciatura civil en ciencias teológicas (Upm, Ulsa, Uia, Uic), así como de una maestría interdisciplinar en teología (Uia). Queda pendiente el registro de algún programa de doctorado en esta instancia civil mexicana.

A partir de 1999 se abrió también la brecha para la participación de teólogas y teólogos en el Sistema Nacional de Investigadores[12], venciendo las resistencias para el reconocimiento de la teología como disciplina científica y de investigación. Aun no se logra obtener el financiamiento del Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología (Conacyt) para proyectos de investigación y becas de estudio, pero se espera que en unos año pueda darse ese paso.

En el contexto eclesial, el desarrollo reciente de la enseñanza de la teología católica en México ha visto el logro de la consolidación de diversos institutos teológicos, algunos vinculados a universidades pontificias nacionales como la Uic que estuvo afiliada a la Upm; y extranjeras como el Iftim afiliado a la Pontificia Universidad Javeriana de Bogotá.

Asimismo, desde un punto de vista propiamente académico, el desarrollo de la teología en el país ha visto incrementado el número de alumnos laicos y de mujeres, quienes durante siglos quedaron excluidas de la práctica de la labor teológica en México como en el resto del mundo. También se ha incrementado publicación de investigaciones originales[13], sea por medio de las revistas teológicas ya existentes, sea por la producción de libros en diversas colecciones de editoriales universitarias y, de manera aun incipiente, en editoriales comerciales.

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Cabe subrayar en este apartado la importancia del documento del episcopado mexicano del año 2010 sobre la violencia: Que en Cristo, nuestra paz, México tenga vida digna[14]. Esta exhortación pastoral denota un cambio de sensibilidad ante la violencia sistémica y estructural que vive el mundo y, en particular, México en los últimos siete años con más de cien mil muertos y veinte mil desaparecidos. El análisis interdisciplinario de la violencia que propone este documento del magisterio episcopal, junto con los criterios teológicos, espirituales y pastorales que ofrece, es un signo patente de un celo apostólico renovado. En dicha exhortación los obispos mexicanos asumen un compromiso general para la promoción de la cultura de la paz en los siguientes términos:

n. 230 Nos comprometemos a:

a) Anunciar el mensaje cristiano de la Reconciliación y celebrarla sacramentalmente y curar las heridas de los que sufren con el aceite y el vino de la misericordia. Para cumplir con fidelidad nuestro ministerio de reconciliación tenemos que ser una comunidad cada vez más reconciliada entre nosotros y con la sociedad.

b) Preocuparnos para que todas las familias de las víctimas fatales de la violencia reciban un trato pastoral adecuado y esos momentos sean aprovechados para la oración, la reflexión y acciones de solidaridad a favor de la paz.

c) Fortalecer la acción caritativa de la Iglesia, para que no falte la cercanía fraterna ni la atención personal a quienes más sufren por causa de la violencia. En estos casos, el servicio del amor no es superfluo. Siempre habrá sufrimiento que necesite consuelo y ayuda. Siempre habrá soledad. Siempre se darán también situaciones de necesidad material en las que es indispensable una ayuda que muestre un amor concreto al prójimo.

d) Promover, como parte de nuestra misión, que la cultura de la paz gane terreno a la cultura de la confrontación violenta.[15]

La exhortación pastoral hace una breve mención de la violencia al interior de la Iglesia misma, por ejemplo aquélla producida por la mentalidad clerical y machista que predomina aun en México en estos tiempos. Se limita a reconocer en tres números estos graves problemas.[16]

Lo más urgente hoy radica en que queda aun por resarcir el daño a las víctimas de la pederastia clerical, una historia que en México ha tenido una de sus más terribles páginas y que ha sido encubierta de manera recurrente por la jerarquía católica en muchos casos que hoy han salido a la luz de la opinión pública.

¿Cuál sería la oportunidad más significativa en su país para el desarrollo futuro de la teología?

En un sentido institucional, una oportunidad significativa para el desarrollo de la teología es la consolidación de la Uitcam como espacio de interlocución del pluralismo teológico de las instituciones de enseñanza de la teología católica en México. Queda por iniciarse la colaboración con la Organización de Seminarios de México (Osmex) que se encargan de la formación teológica y pastoral del futuro clero.

Pero el principal desafío actual para la teología católica en México consiste en desarrollar una reflexión sobre la experiencia de la fe de un pueblo que afronta con esperanza la violencia sistémica. Para lograrlo es preciso consolidar la interlocución con:

  • las disciplinas académicas universitarias, en especial con las ciencias sociales, la filosofía y las ciencias;
  • los actores de cambio social, para tener una palabra significativa y pertinente en los debates nacionales en torno al pensamiento científico, y a temas cruciales de ética como la justicia, la equidad, la violencia y la reconciliación nacional.

En efecto, en un contexto nacional marcado por la escalada de violencia social (paramilitar, del narcotráfico, de la economía globalizada, del gobierno corrupto y de las iglesias que guardan silencio) la teología es interpelada por este fenómeno del horror colectivo, tanto para la comprensión de las causas de esta espiral de violencia, como para el acompañamiento pastoral a las víctimas y la interpelación a los verdugos.

Por otra parte, es indispensable la reflexión teológica sobre la reforma de la Iglesia con el impulso del Papa Francisco, a fin de renovar la misión del anuncio del Evangelio hoy en la aldea global. Al respecto, desde México actualmente participamos varios miembros de la comunidad teológica en el proceso de preparación regional y global del Coloquio Internacional “Vaticano II: acontecimiento histórico y desafío para hoy” que llevará a cabo la Federación Internacional de Universidades Católicas (Fiuc) en abril de 2015 en París.

Finalmente es importante subrayar que, como signo de los tiempos posmodernos[17] en el México actual, reconocemos la práctica del seguimiento de Cristo, tanto en el mundo laical como de la vida religiosa y diocesana. En diversos ambientes ha resultado altamente creativa, muchas veces desde las márgenes institucionales, la práctica de una pastoral de la migración, una espiritualidad de la diversidad sexual y un acompañamiento a los invisibilizados por el sistema, tres ámbitos donde la violencia es enfrentada desde la noviolencia activa que procede del Evangelio.

¿Cuál sería el principal obstáculo para el desarrollo actual de la teología en su país?

Dada la reciente historia eclesial mexicana evocada en el primer número de este breve reporte -marcada por tensiones y mutuas descalificaciones derivadas de los prejuicios ideológicos aun presentes, junto con algunos signos recientes de apertura y diálogo- describiríamos con los siguientes rasgos los principales obstáculos para el desarrollo de una teología católica capaz de comunicar la experiencia fundante de la vida teologal en medio de la historia fragmentada de México y de la aldea global:

  • el pensamiento clerical y machista (patri-kyriarcal) que aun prevalece en la formación del clero, de la vida religiosa que introyectó ese modelo y de numerosos grupos laicales marcados por el mismo;
  • el complejo de superioridad –que denota en el fondo un problema a la vez sicológico, social y epistémico– de la teología católica con respecto a la teología ecuménica; y, en otro sentido, con relación también a las ciencias sociales, la filosofía y las humanidades;
  • la poca sensibilidad al clamor de las víctimas de una sociedad excluyente, como primeras interlocutoras de la redención que procede del Dios viviente y como principio hermenéutico para la comprensión de la kénosis del Verbo y la presencia de la Ruah divina en la historia;
  • la resistencia a la mutua escucha entre la comunidad teológica, el pueblo de Dios y sus pastores, cada cual según sus propios carismas y ministerios para juntos descubrir, vivenciar y celebrar la Verdad que salva.

4.   Una consideración final

Los planteamientos aquí expuestos son resultado de los debates planteados en dos Bienales teológicas[18] realizadas por la Uitcam, donde diversos académicos de disciplinas teológicas como la exégesis, la teología fundamental y la teología sistemática, la ética teológica, la historia de la Iglesia y la teología pastoral propusieron sus respectivos análisis. La primera bienal fue realizada en el contexto de la conmemoración de los centenarios de la Independencia y la Revolución mexicanas (2010). Y la segunda bienal se llevó a cabo como conmemoración de los cincuenta años de inicio del Concilio Vaticano II y cuarenta de la publicación de la obra Teología de la liberación (2012).

Por supuesto que lo hasta aquí dicho no agota todos los matices expuestos en esos foros teológicos compartidos por las instituciones miembros de la Uitcam, pero da cuenta de las tendencias principales ahí expresadas.

  • [1] Cf. Mendoza-Álvarez Carlos. “La encrucijada posmoderna de la teología en México”. Informe presentado el 15 de junio de 2011 durante la asamblea de INSeCT en De Paul University, Chicago. URL: https://insecttheology.files.wordpress.com/2013/11/mendoza_la_encrucijada_posmoderna_de_la_teologia_en_mexico_i.pdf [Consulta: 23 de junio de 2014].
  • [2] Cf. Mendoza-Álvarez Carlos. “La teología de la liberación en México: recepción creativa del Concilio Vaticano II”. Revista Theologica Xaveriana, vol. 64, núm. 177 (enero-junio de 2014), pp. 157-179.
  • [3] Cf. Puente Lutteroth Alicia. “Iglesia y movimientos de liberación” en Mendoza-Álvarez Carlos (comp.). Cristo y los cristianos en el México moderno. VIII Coloquio de la Uitcam. México: Instituto Mexicano de Doctrina Social Cristiana, 2011, pp. 144-152.
  • [4] Cf. Concha Miguel. “Apuntes sobre la recepción creativa del Concilio Ecuménico Vaticano II por la Iglesia de América Latina y el Caribe”, en Mendoza-Álvarez Carlos (comp.). Los signos de los tiempos en la aldea global. A cincuenta años del Concilio Vaticano II y cuarenta de la obra ‘Teología de la liberación’. IX Coloquio de la Uitcam. México: Uitcam, 2014, pp. 95-122. [En proceso de edición electrónica].
  • [5] Véase el caso del conflicto entre diversos grupos al interior de la provincia mexicana de la Compañía de Jesús sobre el destino de su misión educativa. Cf. Aspe Armella María Luisa. “La transformación en el apostolado educativo de la Compañía de Jesús en México como consecuencia de su opción explícita por la justicia 1963-1974” en Mendoza-Álvarez Carlos (comp.). Cristo y los cristianos en el México moderno. VIII Coloquio de la Uitcam. México: Instituto Mexicano de Doctrina Social Cristiana, 2011, pp. 72-80.
  • [6] Maccise Camilo. “La violencia en la Iglesia” en Testimonio 200 (2003) pp. 41-49. URL: http://www.researchgate.net/publication/28184773_La_violencia_en_la_Iglesia [Consulta: 23 de junio de 2014].
  • [7] Con un tono más conciliador, Roberto Oliveros subraya cómo la teología de la liberación, luego de este conflicto, fue finalmente asumida por el magisterio pontificio: “También el trabajo teológico participa de la realidad pascual: se llega a la gloria por la cruz, cuando todavía está muy fresca la memoria del sufrido quehacer de muchos teólogos que prepararon el Vaticano II, como fue el caso de De Lubac o de Daniélou, con la nouvelle théologie, de Teilhard de Chardin, etc. Estos conflictos no impiden el caminar, pero, ciertamente, lo hacen penoso e innecesariamente conflictivo. El ‘silencio obsequioso’ exigido a L. Boff y la publicación de la Instrucción [en 1984] movió a buena parte del episcopado brasileño a buscar caminos más eficaces para hacer llegar su voz al Papa y al Vaticano. Consiguieron que Juan Pablo II, en su visita Ad limina en marzo de 1986 recibiera por tres días a una comisión representativa de los mismos. Juan Pablo II pidió que se levantase el castigo a L. Boff. Y pocos días después, el 22 de marzo, la Congregación para la Doctrina de la Fe publicó una nueva instrucción titulada Sobre libertad cristiana y liberación. En ésta se observa una perspectiva más positiva y algunos avances, aunque tímidos. Lo que vino a culminar este proceso fue la carta que Juan Pablo II dirigió a los obispos de Brasil a raíz de la reunión de tres días en que pudieron intercambiar y profundizar puntos de vista sobre el trabajo pastoral y teológico. En abril de 1986, el cardenal Gantin llevó la carta de Juan Pablo II al episcopado brasileño, en que afirma: “la teología de la liberación es conveniente y necesaria”. Es más, el Papa urge a dicho episcopado y le encomienda la tarea de difundirla y cuidar de su pureza, lo cual ofrece un nuevo marco eclesial para el desarrollo de la teología de la liberación”. Oliveros Maqueo Roberto. Historia breve de la teología de la liberación (1962-1990). URL: [Consulta: 23 de junio de 2014].
  • [8] En la Bienal teológica 2010 se entregó por vez primera esta medalla ex aequo a Barbara Andrade por su aportación a la antropología teológica en diálogo con la psiquiatría en la Universidad Iberoamericana, y a Francisco Merlos, teólogo pastoralista de la Universidad Pontificia de México y asesor del Celam. Dos años después la medalla fue otorgada a José Loza Vera, biblista dedicado al estudio del Pentateuco en la Escuela Bíblica de Jerusalén y en la Universidad Pontificia de México.
  • [9] Cf. Conferencia del Episcopado Mexicano. Dimensión episcopal para los Seminarios. Organización de Seminarios Mexicanos. Estadísticas Seminarios Diocesanos. Curso 2013-2014. URL: http://www.osmex.org.mx/sites/default/files/Estad%C3%ADstica%20general.pdf [Consulta: 20 de junio de 2014].
  • [10] Comunidad Teológica de México. URL: http://www.comunidadteologica.org.mx/#!seminarios/c1k4h [Consulta: 20 de junio de 2014].
  • [11] La Universidad Iberoamericana Ciudad de México obtuvo este reconocimiento el 14 de julio de 1994, según el Acuerdo Núm. 942027 expedido por la Subsecretaría de Educación Superior e Investigación Científica en la Dirección General de Educación Superior de la Secretaría de Educación Pública.
  • [12] La primera académica en ser admitida en este selecto grupo de investigadores, reconocido por el Estado mexicano a través del Consejo Nacional para la Ciencia y la Tecnología, fue la teóloga Barbara Anna Max Hoseit (Barbara Andrade por el apellido tomado de su esposo), académica de tiempo completo de la Universidad Iberoamericana de la Ciudad de México, con oficio fechado el 1 de julio de 1999, expedido por el Sistema Nacional de Investigadores (Sni).
  • [13] Ejemplo significativo es el estudio interdisciplinario del catolicismo en México. Véase: Instituto Mexicano de Doctrina Social Cristiana (Imdosoc). Creer en México. Encuesta nacional de cultura y práctica religiosa. México: Imdosoc, 2013.
  • [14] Conferencia del Episcopado Mexicano (Cem). Que en Cristo, nuestra paz, México tenga vida digna. Exhortación Pastoral del Episcopado Mexicano sobre la misión de la Iglesia en la construcción de la paz para la vida digna de México. México: Cem, 2010, pp. 99-100. URL: http://www.cem.org.mx/i/uploads/Que_en_Cristo_nuestra_paz_MAxico_tenga_vida_digna.doc_.pdf [Consulta: 23 de junio de 2014].
  • [15] Ídem., p. 100.
  • [16] Véanse, por ejemplo, los números 95 a 97 de dicha Exhortación: “95. Hoy percibimos una evangelización con poco ardor y sin nuevos métodos y expresiones, un énfasis en el ritualismo sin el conveniente itinerario formativo; movimientos y grupos religiosos que se olvidan de la dimensión social de la fe, una espiritualidad individualista; una mentalidad relativista en lo ético; en la pastoral persisten lenguajes poco significativos para la cultura actual. Y con relación a la inseguridad y violencia, reconocemos con tristeza que entre los involucrados en el crimen organizado hay mujeres y hombres bautizados, que con sus acciones se alejan de Dios y de la Iglesia. También se han descuidado espacios relacionados con estas situaciones como son la pastoral penitenciaria, la pastoral a menores infractores y en situaciones de riesgo y el acompañamiento a victimas inocentes. 96. Desgraciadamente existe todavía un fuerte clericalismo celoso de compartir responsabilidades con el laicado, e incluso rasgos de una cultura machista que discrimina de diversas formas el ejercicio de la vocación que asiste por derecho propio a las mujeres en la comunidad eclesial. Junto con ello, lamentamos profundamente los casos de abuso de poder clerical, de abuso de satisfactores económicos y de abuso sexual cometidos por algunos sacerdotes, injustos por el grave daño que han causado a las víctimas, injustos porque han extendido un velo de sospecha sobre el ministerio de otros muchos sacerdotes que viven con celo y ejemplaridad su apostolado, dañando nuestra credibilidad y provocando la dispersión en algunas comunidades. 97. Nos reconocemos como comunidad de pobres pecadores y al mismo tiempo que nos acogemos a la misericordia de Dios, de la misma manera que nuestros hermanos obispos lo hicieran en otro tiempo, «pedimos perdón a todos los hombres y mujeres que se han visto escandalizados por las incoherencias del testimonio sacerdotal». Somos conscientes que cuando falta un verdadero testimonio de vida cristiana, en la vida ministerial, en la conducta moral y en el compromiso social, se propicia el debilitamiento de la fe, velando, más que revelar «el genuino rostro de Dios y de la religión». Somos ciudadanos mexicanos y sabemos que nuestra actuación publica y privada se rige también por las leyes justas que gobiernan la vida de todos los ciudadanos de nuestro país”. Ídem., pp. 33-34.
  • [17] Cf. Hurtado Juan Manuel. “Los desafíos actuales. La voz provocadora de Dios” en Mendoza-Álvarez Carlos (comp.). Los signos de los tiempos en la aldea global. A cincuenta años del Concilio Vaticano II y cuarenta de la obra ‘Teología de la liberación’. IX Coloquio de la Uitcam. México: Uitcam, 2014, pp. 123-135. [En proceso de edición electrónica].
  • [18] Cf. Mendoza-Álvarez Carlos (comp.). Cristo y los cristianos en el México moderno. VIII Coloquio de la Uitcam. México: Instituto Mexicano de Doctrina Social Cristiana, 2011, 152 p. Ídem. Los signos de los tiempos en la aldea global. A cincuenta años del Concilio Vaticano II y a cuarenta de la obra ‘Teología de la liberación’. México: Uitcam, 2014. URL: http://www.uitcam.org [en proceso de edición electrónica].

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Prof. Jean-François Roussel
Vice-président de la Société Canadienne de Théologie
University of Montreal
Québec, Canada

Rapport régional pour le Canada français

Au Canada, il existe deux sociétés savantes de théologie : la Canadian Theological Society réunit les théologiens du Canada anglais. La Société Canadienne de Théologie, dont je suis vice-président, regroupe les théologiens francophones. À titre de vice-président de la SCT, je présenterai ici exclusivement de la situation de la théologie au Canada français, qui est concentrée, en pratique, dans deux provinces : d’abord et surtout au Québec, et en Ontario, très spécifiquement à Ottawa.

En 2008 et 2011, deux présidents de la Société canadienne de théologie ont déjà présenté à l’INSeCT l’état de la théologie au Canada, et plus spécifiquement au Canada français. On peut consulter ces rapports sur le site de l’INSeCT. Gilles Routhier avait fait un portrait très large de la situation des institutions théologiques, avec un accent important sur l’évolution de la théologie au Canada depuis 50 ans. Marc Dumas s’était attardé sur l’état actuel des lieux, en présentant le profil des institutions, des étudiants, les relations des théologiens avec l’Église catholique, et la situation difficile des facultés de théologie dans les universités publiques.

Je commencerai par esquisser les caractéristiques institutionnelles des centres de théologie, car elles ont un impact sur les orientations de nos théologies. Ensuite, je présenterai, dasn l’ordre, (1) un développement prometteur de la dernière décennie, (2) une opportunité importante pour le développement de la théologie au Canada français, et (3) une menace importante pour la théologie au Canada français, pour les prochaines décennies. L’espace me manque pour apporter à mon exposé toutes les nuances qui s’imposeraient. On saura m’en excuser.

Caractéristiques de la théologie francophone au Canada

Sur le plan institutionnel, la théologie académique est pratiquée dans les types d’établissement suivants :

  • des facultés confessionnelles appartenant à des universités publiques (séculières);
  • une université confessionnelle, l’Université Saint-Paul d’Ottawa, et des instituts universitaires confessionnels et indépendants, tel l’Institut de pastorale des dominicains, à Montréal, et le Collège dominicain de philosophie et de théologie, à Ottawa;
  • deux séminaires, l’un à Québec, l’autre à Montréal.

Dans cet ensemble, l’évolution de la théologie académique du Canada français est très marquée par le devenir des facultés de théologie appartenant à des universités publiques, et elles feront l’objet de mon exposé, faute de temps pour parler de la situation des institutions en dehors des universités publiques. Historiquement, les facultés d’universités publiques ont occupé une place de premier plan dans le paysage de la théologie, qui pouvait compter sur les moyens d’universités publiques, bien financées, bien équipées, avec des bibliothèques aux catalogues riches. Les universités publiques reflètent l’évolution socioreligieuse du pays : sécularisation et déconfessionnalisation. Dans ce contexte, les facultés de théologie ne peuvent plus prendre pour acquis l’appui des administrateurs universitaires. En contexte de sécularité, la fonction ecclésiale de la théologie ne suffit plus à justifier la place de notre discipline dans l’université publique. La théologie doit démontrer sa pertinence sociale et scientifique, au même titre que n’importe quelle autre discipline. C’est une attente institutionnelle aux conséquences majeures pour notre discipline :

  • D’une part, l’élargissement de nos enseignements à de nouveaux secteurs et à de nouvelles questions : les programmes et les cours font une place beaucoup plus large qu’autrefois aux questions sociales ou aux analyses culturelles. Nos théologies sont plus que jamais contextuelles.
  • La théologie côtoie les sciences des religions, un champ disciplinaire exercé le plus souvent, non pas dans une faculté ou un département indépendant de la théologie, mais dans des facultés de théologie et de sciences des religions. La théologie y trouve une possibilité de se renouveler au contact de perspectives nouvelles. Mais elle rencontre le défi de contribuer à son tour au renouvellement des sciences des religions. Si elle ne le relève pas avec succès, elle risque de se dissoudre un jour dans les sciences des religions, sur le plan théorique de même que par le remplacement graduel des théologiens par des experts en sciences des religions.
  • Dans les salles de classe de certaines universités, on compte plusieurs étudiants d’autres disciplines, qui viennent suivre un cours ou deux pour compléter leur formation. C’est un service que ces universités attendent de la part de leurs facultés de théologie. Au quotidien, c’est une façon de démontrer la pertinence académique de ce que nous faisons, au delà des cercles confessionnels.
  • En couvrant de nouveaux secteurs et de nouvelles questions, nos facultés doivent nécessairement délaisser d’autres domaines, souvent classiques en théologie catholique mais qui ne répondent pas aux besoins d’universités séculières. Cela suscite des tensions avec les milieux ecclésiaux, qui déplorent que leurs besoins occupent moins d’espace qu’autrefois dans l’offre de cours et les programmes. Les facultés doivent composer avec ces tensions, qui s’ajoutent aux pressions contraires exercées par les rectorats.

Cette situation n’est pas vécue partout avec la même intensité, mais toutes les universités y font face. Notre théologie est redevable à deux magistères, celui de l’Église et celui du Rectorat, et elle est déjà en train de se transformer.

L’interdisciplinarité : un développement prometteur pour la théologie au Canada

L’interdisciplinarité s’est accentuée, en recherche et en enseignement, non seulement avec les sciences des religions, mais avec plusieurs autres disciplines universitaires : bioéthique, sociologie, sciences de l’éducation, sciences infirmières, sciences politiques, histoire, études littéraires, études féministes, musicologie, service social, etc..

C’est un développement très intéressant., car il montre la pertinence académique et scientifique de la théologie au-delà d’elle-même, condition évidente de sa pérennité dans l’université publique. Cela nous oblige concrètement à démontrer notre pertinence comme théologiens dans des domaines d’étude où des chercheurs d’autres disciplines ne l’auraient pas perçue spontanément. Cependant, cela exige un renouvellement de la théologie, et même sa redéfinition. Au-delà des thèmes classiques de la théologie, cette situation nous renvoie à l’essentiel de notre discipline : c’est une discipline du croire et de la relation. L’étude de nouvelles questions, non plus entre nous mais avec d’autres disciplines, nous pousse à éclairer les manières dont le croire, le désir, l’amour, la subjectivité en somme, sont à l’oeuvre dans des questions humaines qui ne sont pourtant pas religieuses ; comment la subjectivité intervient de manière féconde dans la construction du savoir. La faiblesse de croire n’a pas disparu de notre société, malgré le recul évident au Canada de son incarnation chrétienne, voire explicitement religieuse.

La recomposition du spirituel, une opportunité pour le développement de la théologie au Canada

Le Canada français, au Québec en particulier, est une société très critique envers la religion. Nous vivons une réaction antireligieuse très forte depuis quelques années, effet des scandales sexuels dans l’Église catholique et de la peur des autres religions. Les églises, de leur côté, sont en décroissance, au point de sembler marginales désormais, pour une large part de la population. Les médias ne s’intéressent plus beaucoup à leur vie interne, ou aux interventions publiques des évêques.[1] Les baby boomers qui ont rompu avec la religion ont exercé une influence durable sur la société et sur les générations suivantes. Cela se traduit par une critique généralisée et même une fermeture fréquente envers la religion. La théologie en subit les conséquences, étant perçue comme la dimension la plus hermétique et dogmatique de la religion.

Par contre, une part significative de la population nourrit une forme de vie spirituelle, par des voies autres que chrétiennes ou même autres que religieuses (philosophie, rapport à la nature, engagement social, méditation, etc.). Nous sommes aussi une société vieillissante, ou les baby boomers appartiendront bientôt tous au groupe des personnes âgées, ce qui amène plusieurs d’entre eux à accorder plus d’importance à la spiritualité. L’objet est flou, c’est un fourre-tout, mais il séduit, il fascine, et il est humainement essentiel. Dans cette perspective, il y a urgence de former des accompagnateurs spirituels pour cette population sensible au spirituel, mais très caractérisée par l’individualisation du religieux, qu’ont bien analysée des sociologues de la religion comme Danièle Hervieu Léger, Peter Berger, Reginald Bibby, entre autres.

Une théologie menacée

La théologie canadienne traverse une période difficile et dangereuse. De façon circonstancielle mais déterminante, la menace est budgétaire, mais elle prend appui sur la tendance sociale mentionnée plus haut.

Les universités, au Québec en particulier (c’est-à-dire là où se concentrent la majorité des théologiens francophones), ont des problèmes structurels de financement. Le gouvernement promet périodiquement un réinvestissement dans les universités, mais les promesses sont systématiquement annulées et remplacées par des budgets d’austérité. Des recteurs disent que cette situation menace la survie de programmes et de facultés déficitaires. Or, les facultés de théologie sont déficitaires et leurs clientèles s’amenuisent. Elles courent le risque d’être de moins en moins supportées, d’être transformées en départements, ou d’être carrément fermées, comme c’est arrivé pour certaines il y a 15 ans.

Les déficits des facultés de théologie sont bien modestes en comparaison de ceux d’autres disciplines beaucoup plus coûteuses pour les universités. Cependant, certaines décisions de fermeture peuvent être extrêmement contestées, et se retourner contre ceux qui les prennent. Mais compte tenu de l’évolution socioreligieuse déjà mentionnée, la fermeture d’une faculté de théologie passerait presque inaperçue. Elle serait probablement même saluée comme une bonne nouvelle par une partie de la population hostile à tout financement public d’activités considérées comme religieuses. En clair, la théologie universitaire compte peu d’alliés dans la société.

Conclusion

Cette situation n’est pas ressentie de la même manière ni avec autant d’intensité partout au Canada français, mais elle relève d’une tendance lourde. Par conséquent, dans les universités publiques du Canada français, il est vital pour la théologie de démontrer sa pertinence culturelle, sociale et interdisciplinaire. Certaines facultés le font déjà ; tant mieux si d’autres ont encore un peu de temps pour préparer leur virage. Une chose est certaine : la théologie canadienne est condamnée à se transformer de manière radicale pour avoir une chance de survivre comme discipline à l’université au cours des prochaine décennies. Les développements récents et les opportunités dont j’ai parlé, sont quelques-unes des occasions qui se présentent pour l’avenir de la théologie au Canada français.

  • [1] En février 2014, un sondage indiquait que 75% des Québécois se disent encore catholique, et de ce nombre, seulement 32% disent l’être parce qu’ils ont la foi, les autres se disant encore catholique parce qu’ayant été baptisés ou parce que leurs parents sont catholique. Source : CROP, Les Québécois sont-ils des sans religion? 13 au 16 février 2014. Rapport préparé pour Radio-Canada : http://ici.radio-canada.ca/emissions/second_regard/2013-2014/fichiers/sondage-sans-religion.pdf (consulté de 23 juin 2014). En comparant ce sondage avec des sondages plus anciens, ont constate que 20% des Québécois ont abandonné la religion en l’espace de 4 ans.

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